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domingo, 22 de julho de 2012

Por Bendizer-te

Eu te bendigo cada vez que cevo um mate
Cada vez que a noite bate no meu rancho solidão
Eu te bendigo quando a lágrima sentida, 
Embaça as cores da vida, e vem morrer no coração

Eu te bendigo no silêncio desses campos,
Quando a luz do teu encanto enfeitar os sonhos meus
Eu te bendigo por ser teu o meu apego
E se um dia achar sossego, há de ser nos braços teus

Por bendizer-te assim, lábios da cor de carmim,
sabor dos nossos mates madrugueiros...
Essa dor que dói em mim, findará só com um sim
Da fina luz dos teus olhos luzeiros..

Refrão
Por Bendizer-te assim.....

Se te bendigo é por que sei o que digo
Tu és rancho paz e abrigo pra curar a minha dor
Se te bendigo e digo que tenho saudade
Porque amo de verdade, meu desejo minha flor

Se te bendigo é porque já senti teu cheiro 
Nessas tardes de aguaceiro de encharcar até o olhar
Se te bendigo e digo que o meu rancho espera
Que tu sejas primavera pra florir o meu lugar 

Jairo Lambari Fernandes

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Campo e Luz



Mergulha hóstia de luz
No sangue do campo santo
Estende lua teu manto
No orvalho da plenitude
Onde a reza nasce rude
Ajoelhada em campo e luz
E eu benzo o sinal da cruz
Com água benta de açude

Não há templo igual a este
Pro batismo dos pampeanos
Prece oculta dos minuanos
Convergência dos ateus
Simplicidade dos meus
Na procissão das estâncias
Terrunha alma em constância
Aqui mais perto de Deus...

Tenho o terço das estrelas
E a matriz do galpão grande
Deixo que o destino mande
Nos sonhos que campereio
Em cada campo que leio 
Encontro a bíblia da calma
E ascendo a vela da alma
No castiçal dos arreios

Um dia hei de saber 
O motivo da saudade
De um tempo em que a liberdade
Na catedral das manhãs
Tinha um sino de um tajã
Acordando a tolderia
E um rosário de poesia
Sob os olhos de tupã



Compisição: Lisandro Amaral / Cristian Camargo
Melodia: Marcelo Oliveira